sexta-feira, 19 de julho de 2013

O sistema "monstro"

A arrogância de muitos não os permite ver que o "sistema" não é algo sobrenatural, mas sim feito da gente mesmo, das qualidades e defeitos da sociedade brasileira. E isso não se muda com guerra, sangue e destruição. Enquanto o povo for o mesmo, podem lutar e lutar e lutar que vai continuar assim: essa merda.

Ninguém apresentou uma solução inteligente até agora, enquanto isso, não contem comigo. A minha vida segue em frente porque o mês não está esperando eu parar pra pensar e as contas continuam chegando na minha caixa de correio. Se eu não pagá-las, minha luz, minha internet e minha água são cortadas. Justo? Não sei. Mas é assim? É. E assim será sempre. Eu não tenho nada contra pagar contas, pelo contrário, acho justo. Não acho justo pagar e receber um serviço de merda, mas infelizmente eu vivo em um país em que a SOCIEDADE não trabalha muito bem. Então, o que esperar das autoridades e empresários, que não são extraterrestres, são brasileiros. E mesmo se quebrarmos e reconstruirmos, quem vai substituí-los? Fantasmas? Marcianos? Deuses? Não. Algum membro da nossa sociedade não muito sadia. 

Desculpem minha descrença, meu pessimismo e tal, mas não luto por migalhas. E também acho que não temos força para lutar, ainda mais vendo que as principais "lideranças" não passam de pessoas que também vão correr para segurar o que é deles quando o "pão for repartido". Vão fazer isso porque não sabem o que é viver em uma sociedade totalmente diferente da que vivemos. Apenas repetem o que se diz há anos: "a sociedade precisa ser mais justa e igualitária". Sim, mas isso não significa partilhar tudo. Para mim, significa diminuir as diferenças para que a vida de todos seja ao menos digna, ainda que tenham pessoas que esbanjam.

Gente, menos moralismo e demagogia. Mais reflexão e ideias. O gigante não acordou, está sonambulando por aí. Quebrando tudo, sem rumo, sem ideal. O que aconteceu no Leblon, na 1º de Março e na Presidente Vargas é crime. Ou as pessoas prejudicadas não pagam impostos como todos nós? Será que o empresário lesado ou o dono da banca de jornal destruída não concordam como o movimento? Podem ter perdido um partidário das ideias de mudança... nunca vão saber porque não estão ali para catar os restos. Deixa que a Comlurb faz, não é?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Unidade de Políticas Parcas

Por que a política de Cabral é frágil e temporária?

 Sérgio Cabral é o típico político populista remediador. É o grande rosto do PMDB no Rio de Janeiro e representa bem o que é uma grande característica do partido: a falta de personalidade. Ainda sou daqueles que veem poucas semelhanças entre Lula e certas alianças que seu partido fizera ao longo de seu mandato e ainda não consigo, por exemplo, conectar a imagem de Dilma a de Michel Temer. A verdade é que “temo” pela saúde da nova presidente agora que ele é vice. Mas logo após a grande vitória eleitoral da chapa aloprada, um velho problema ressurge de baixo dos tapetes fluminenses: a eficácia das Unidades de Polícia Pacificadora.
 O projeto das UPP’s no Rio de Janeiro, infelizmente, mostrou-se apenas mais uma medida falha e incompleta, até mesmo barata para remediar os problemas de segurança pública carioca. Esse programa do atual governo conseguiu, de acordo com o próprio site do governador, “pacificar” nove comunidades na capital fluminense, mas os últimos atentados na cidade dizem o contrário. A discussão em torno das Unidades de Polícia Pacificadora é que elas não são totalmente eficazes e apenas desviam o problema para fora da capital em direção ao interior do estado. Somado a inúmeros outros programas do governo, esse apenas completa o grupo dos programas especializados em varredura para baixo do tapete.
 A interiorização do problema social se expressa nesses últimos acontecimentos através das oito mortes (até agora) em Belfort Roxo, na Baixada Fluminense e na queima de um veículo em Cabo Frio, na região dos Lagos. Ressurge agora a dúvida que em mim já se havia manifestado há muito: será que Sérgio Cabral merecia todos os votos que recebera dos habitantes do interior? Acho que não. Sinceramente, o governo estadual trabalha mais pela cidade do Rio de Janeiro do que a própria Prefeitura, que (surpresa) é administrada também por um peemedebista, Eduardo Paes. E ambos lutam por dois únicos objetivos comuns: Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.  
 Tenho absoluta certeza de que o projeto do governador funcionaria plenamente se unido a ele viessem investimentos em educação. O projeto de escolas com horário integral pensado por Brizola foi abandonado por seus sucessores que deixaram os CIEP’s ou Brizolões abandonados desde então, inclusive por Cabral, que esqueceu do ensino público estadual que atualmente só perde para dois estados pobres da Federação.
 Enfim, a máquina de propaganda venceu mais uma vez e o modelo peemedebista de governar está confirmado por mais quatro anos, enquanto durar o caso de amor entre o Rio de Janeiro e seu governador. Enquanto isso, ao projeto nem um pouco “cabal” de Cabral: Amém.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Por que não educação?

As raízes do problema – de Getúlio a Itamar

 Porque não. Essa foi a resposta que tivemos que ouvir desde sempre ou pelo menos desde que Getúlio caiu, lá em 54. Foi ele quem implantou o ensino público brasileiro, tão abandonado desde então. O lógico seria que fossem feitos investimentos contínuos nos governos seguintes para que um dia, então, tivéssemos uma educação de quantidade e qualidade. 
 Bem, sabemos que não foi isso que aconteceu. Pelo contrário, o que vivemos em seguida foi uma série de governos lunáticos preocupados com outras áreas que não a educação. Tivemos um Kubitschek desenvolvimentista (nem tanto assim), um Jânio Quadros cheio de promessas não cumpridas e um João Goulart interrompido. A partir daí, o Brasil optou, sob pressão, por um caminho quase sem volta: o alinhamento aos Estados Unidos da América, um país que pouco tem a ensinar para o Brasil em termos sociais. O período militar pouco ofereceu ao país em questões sociais e pior, apostou em obras faraônicas (muitas vezes inúteis) que muito contribuíram para a dívida externa brasileira.
 Os anos 80 foram marcados pela depressão econômica e pelo fim da ditadura no país. Em nosso primeiro governo “democrático”, tivemos ainda o mantimento de certa “ordem” resultante da ditadura, administrada por José Sarney. Com fins de recuperação econômica, o governo apresentou inúmeras medidas de salvação do país nesta área e, mais uma vez, tentou resolver apenas o problema que batia imediatamente a porta: a inflação. Collor manteve sua linha e Itamar Franco, conseguiu finalmente resolver o problema... da economia. A educação manteve-se no mesmo nível de antes, ou mesmo pior.   
 Os governos que sucedem Itamar no poder merecem atenção e análise especial, não só por administrarem momentos menos tensos do país, mas também por terem durado mais tempo que qualquer outro governo pós-1945. Tanto FHC quanto Lula serão analisados na segunda parte do artigo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Primeira dose

 Já gostaria de começar com a seguinte afirmação: Não! Este não é um blog político. Pelo menos não apenas isto. Gosto de dizer que criei um blog social. Quero tratar de assuntos que me incomodam através do meu ponto de vista. Creio que problemas pessoais são resolvidos em particular, mas o que me incomoda, infelizmente, é mais coletivo. E  não há lugar melhor para discussões do que uma rede (ainda) democrática: a Internet.
 Essa introdução não tem a intenção de denegrir a política e separá-la dos problemas sociais. Pelo contrário, acho-a tão ligada a eles que não quero minhas visões sendo conectadas a nenhum rótulo ideológico. Não por opção pela neutralidade, mas pela falta dela, mesmo. Tenho sim, meus ídolos dentro da política, mas não os citarei, pois através de minhas ideias vocês saberão. 
 Este blog recebe tal nome porque pretendo, através dele, expor meu juízo sobre assuntos que realmente me incomodam como cidadão brasileiro ou mesmo do mundo, pois não cabe mais participar de um exército de "Pedros Pedreiros" esperando, esperando, esperando...
 Devo confessar que este blog está pronto há alguns meses, mas não quis inaugurá-lo antes que passassem as eleições para que não dar um ar de "blog momentâneo". Até mais e aguardem as próximas "Dez colheres de juízo".